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RADAR: Mal necessário!

julho/2017 - Roberto Alvarez Bentes de Sá

Desativada desde dezembro de 2014, a fiscalização eletrônica que flagrava os motoristas que excediam a velocidade ou passavam no sinal vermelho nos semáforos de Florianópolis – os também chamados radares – ainda não tem data para voltar à ativa.

Após figurar no centro da operação Ave de Rapina, os radares da capital catarinense acabaram sendo desligados, quando a prefeitura optou por não renovar o contrato com a empresa responsável pelo serviço – um dos alvos da investigação.

Apesar de inúmeras promessas de reativação da ferramenta, a verdade é que, de lá para cá, estamos todos à mercê da consciência dos milhares de motoristas que trafegam pelas ruas da Ilha da Magia.

Meses se passaram e, finalmente, fala-se que a nova gestão municipal voltou a considerar o lançamento de um novo edital para licitação do serviço indispensável ao bem estar da população florianopolitana.

Todavia, o que nos preocupa é a costumeira desorganização do setor público, que há anos tem prejudicado os cidadãos catarinenses, lançando editais e contratando empresas em desacordo com as normas legais, fazendo com que os radares de Florianópolis tenham passado mais tempo desligados nos últimos seis anos, do que funcionando.
Esse descompromisso com o efeito educativo dos dispositivos acaba por mais atrapalhar do que contribuir para um trânsito mais humano e seguro, aumentando o sentimento de impunidade e consolidar o mau comportamento dos maus condutores.

Esperamos sinceramente que esta nova licitação, quando iniciada, seja acompanhada de perto pelo Ministério Público e Tribunal de Contas, a fim de se evitar qualquer questionamento futuro, que atrapalhe a finalidade da fiscalização eletrônica.

Florianópolis já está cansada de ver o poder público fazendo contratos, equipamentos sendo instalados e, de repente, tudo volta à estaca zero por irregularidades no processo licitatório, sem falar na famigerada corrupção, encrostada em todos os níveis da administração pública.

Enquanto os radares continuam desativados, ficamos na torcida para que nenhuma tragédia por alta velocidade ou avanço de sinal ocorra nas vias da capital e que a urgência da necessidade acelere as medidas cabíveis por parte do executivo municipal.

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Roberto Alvarez Bentes de Sá
Presidente do MONATRAN – Movimento Nacional de Educação no Trânsito

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