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Detalhes que matam

setembro/2017 - Roberto Alvarez Bentes de Sá

Um acidente fatal na área de embarque do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas/SP, chocou o Brasil no final do mês de agosto. As pesquisadoras da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) Maria Erbia Cássia Carnaúba, que dirigia o carro e a colega Carolina Blasio da Silva que embarcaria, morreram após o carro onde estavam despencar da área de embarque. Uma queda de 11 metros de altura.

O local é bem sinalizado, tem espaço para cerca de cinco pistas e uma proteção de metal e vidro que o carro desgovernado arrebentou e caiu. As duas pesquisadoras foram socorridas pelas equipes de socorro do Aeroporto, mas não resistiram aos ferimentos.

Uma tragédia que por si só já seria lamentável. Porém, quando veio à tona a provável causa, ficamos ainda mais perplexos. Embora ainda não tenha sido apresentado o laudo final, a perícia preliminar constatou um chinelo enroscado no pedal do acelerador do veículo, que pode ser o responsável pela velocidade do carro no local.
Poucos dias depois, outra tragédia evidenciou o perigo deste calçado. Em Rondonópolis/MT, uma motociclista morreu após ser atingida por uma caminhonete que ultrapassou a preferencial. Segundo a Polícia Civil, a condutora da caminhonete prendeu o chinelo no pedal do acelerador e não conseguiu frear.

Perdas irreparáveis que poderiam ser evitadas com a observância da legislação vigente. De acordo com o inciso IV do artigo 252 do Código de Trânsito Brasileiro, é proibido dirigir o veículo “usando calçado que não se firme nos pés ou que comprometa a utilização dos pedais”. Ou seja, além do chinelo, cuja ausência de tira atrás dos calcanhares pode impedir a devida fixação, outros calçados também deveriam ser evitados como o sapato de salto alto, por exemplo.

Por fim, por mais subjetiva que pareça a legislação, é importante estarmos atentos ao que diz a Lei, a fim de diminuirmos ao máximo a possibilidade de tragédias como estas. Em algum momento, pode parecer tão insignificante, mas ao nos confrontarmos com situações como as mencionadas, percebemos que são detalhes que podem tirar vidas.

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Roberto Alvarez Bentes de Sá
Presidente do MONATRAN – Movimento Nacional de Educação no Trânsito

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