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Os reflexos do trânsito na economia e na saúde

outubro/2017 - Ildo Raimundo Rosa

Numa economia afetada por uma aguda crise, saltam aos olhos as evidências relacionadas a alguns segmentos da vida nacional, ainda não devidamente reconhecidos, especialmente os advindos da mobilidade, mais concretamente, do trânsito.

Alguns indicativos se impõem de per si, tais como os advindos do DPVAT, que só no ano de 2014 computou indenizações de sua conta seguradora num universo de 763 mil acidentes com 52 mil mortos, 596 mil com alguma forma de invalidez e, tão somente, 115 mil feridos e recuperados sem alguma lesão.

Já o CPES (Centro de Pesquisa de Economia do Seguro) afirma que, em 2014, o produto perdido pelo decréscimo da produção e renda dos acidentados atingiu a incrível soma de 220 bilhões de reais, sendo 102 bilhões com vítimas fatais e o restante de acidentados inválidos graves, o que somado representa 4% do PIB brasileiro.

Os recursos comprometidos poderiam representar a construção de quase 7 mil hospitais ou manter 73 milhões de estudantes de níveis médio e fundamental por ano.

A redução destes fatídicos dados está a desafiar-nos no sentido de empreender ideias criativas que venham efetivamente enfrentar esta carnificina e o sangramento de nossa já combalida economia.

A dialética até então adotada, visando aumentar as penas e investir maciçamente na prevenção, tem, sabidamente, reduzido os índices, tais como os obtidos em 2008 com a implementação da Lei Seca, que provocou um decréscimo de 22,5% no número de mortos, o que pode corresponder a uma economia de 37 bilhões de reais para o nosso país.
Por outro lado, como se não bastassem os números em si, estes estão concentrados especialmente junto aos jovens, afetando, portanto, o capital humano, comprometendo futuras gerações.

No mundo inteiro vem surgindo ideias e conceitos que diminuíram drasticamente o número de acidentes. Na Alemanha, nos últimos 40 anos houve uma redução de 80% em seu número; na China, 43%. Vamos, portanto, pesquisar e entender o que vem sendo feito para tentar, então, sua efetiva aplicação no Brasil, o quanto antes.

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Ildo Raimundo Rosa
Superintendente do IPUF – Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis. Delegado aposentado da Policia Federal. Ex-secretário da Secretaria de Segurança Pública e Defesa do Cidadão de Florianópolis. Membro do Conselho Deliberativo do MONATRAN - Movimento Nacional de Educação no Trânsito. Presidente do Conen/SC.

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