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Tragédia anunciada

fevereiro/2019 - Roberto Alvarez Bentes de Sá

Pode até parecer clichê, mas a demora do Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra) em dar início à reforma e manutenção das pontes Pedro Ivo Campos e Colombo Salles é, sem dúvida alguma, uma tragédia anunciada.

Aguardando desde 2016 pela definição da empresa que será responsável pela supervisão da obra de recuperação das únicas ligações entre Ilha e Continente da capital catarinense, as estruturas das pontes estão em acelerado estado de deterioração e representam um risco de colapso iminente, aparentemente, ignorado pelo governo e seus órgãos responsáveis.

A necessidade urgente da realização das referidas obras, vira e mexe, vem à tona. Especialmente, quando algum “acidente” previsível acontece por este mundo à fora, assim como a recente tragédia de Brumadinho, que gerou um protesto com faixas nas cabeceiras das pontes, alertando sobre a possibilidade de ocorrer um novo desastre caso o descaso com as travessias continue.

Porém, no último dia 13 de fevereiro, uma placa metálica que se soltou na ponte Pedro Ivo, soou como alerta visível para as autoridades perceberem a gravidade da falta de manutenção e obras nas pontes Pedro Ivo Campos e Colombo Salles. Antes restrito à imprensa e aos que diariamente passam pela estrutura, o alerta materializado pelo problema do último dia 13, parece ter começado a acordar outras instâncias do poder público. A primeira reação veio do prefeito da capital Gean Loureiro, que em nota pediu urgência na reforma.

Mas a cobrança precisa ser maior, da população e de entidades que ainda não perceberam a gravidade de ter somente uma das quatro faixas das pontes fechadas, por exemplo. A reforma das duas pontes precisa ser prioridade estadual. Enquanto não houver esse entendimento, ficaremos reféns da próxima placa ou de algo pior.

Esperamos que o episódio do último dia 13, que gerou quilômetros de congestionamento, sirva como o alerta que faltava para o processo de recuperação seja agilizado, antes que o pior aconteça.

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Roberto Alvarez Bentes de Sá
Presidente do MONATRAN – Movimento Nacional de Educação no Trânsito

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