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novembro/2019 - Roberto Alvarez Bentes de Sá

Diz a sabedoria popular que “o pior cego é aquele que não quer ver”. A expressão costuma ser usada para definir as pessoas que fingem que não veem, que fazem vista grossa, para um problema que pode ser enfrentado SE encarado de frente. Todavia, tal definição também se encaixaria perfeitamente a certos administradores públicos que, mesmo diante da solução óbvia para aliviar mazelas da população, optam por se omitir, à despeito do sofrimento de outrem.

A implantação do transporte marítimo na Grande Florianópolis, por exemplo, seria uma dessas soluções óbvias para atenuar o caos urbano que vivem nossas cidades. Entretanto, deixaremos esta questão para um outro momento, embora saibamos que uma dose mínima de vontade política já teria feito a coisa acontecer há muito tempo.

Nosso objetivo neste artigo é falar de uma proposta ainda mais simples de ser executada, defendida há mais de uma década pelo MONATRAN – Movimento Nacional de Educação no Trânsito. Uma solução aliás implementada em cidades como São Paulo, desde a década de 80, mas que para os administradores catarinenses parece ser um bicho de sete cabeças: faixas reversíveis de tráfego.

A medida necessitaria apenas que uma equipe da guarda-municipal, com o apoio da Polícia Militar, fosse deslocada para a região das pontes que dão acesso à Ilha de Florianópolis, no horário de pico da manhã, para coordenar a reversão de uma ou duas faixas da Ponte Colombo Salles, a fim de ajudar na fluidez do trânsito que hoje se amontoa no gargalo da Ponte Pedro Ivo Campos.

Uma questão que envolve nada mais do que matemática simples e que, em pouco tempo, todos estariam adaptados e colheríamos os bons frutos de uma manhã sem estresse no trânsito.

Contudo, quem tem prerrogativa para decidir fica colocando empecilhos mesquinhos, enquanto nós precisamos passar horas e horas nas filas intermináveis que se estendem até a BR-101. Um absurdo! Uma falta de comprometimento para com o bem estar da população que deveria ser questionado pelo Ministério Público e demais órgãos competentes.

Só para se ter uma ideia dos benefícios desse tipo de ação, segundo medições recentes feitas pela CET, na cidade de São Paulo, a velocidade média dos veículos que se valem da faixa reversível criada na Avenida João Dias, na Zona Sul da cidade, saltou de 8 km/h (antes) para 55 km/h (agora), com ganho de 85% no ritmo de deslocamento. Uma diferença enorme que poderia estar beneficiando a todos nós, não fosse a mediocridade de alguns.

Pior do que continuar enfrentando o caos no trânsito todas as manhãs é contemplar de camarote o jogo de empurra entre as esferas municipal, estadual e nacional, onde ninguém quer assumir a responsabilidade, já que o “gargalo” envolve as três pistas da BR – 282, com as três pistas que vêm dos bairros da capital Estreito e Coqueiros, que são despejadas na ponte estadual, desembocando novamente em Florianópolis.

O que deveria ser uma vantagem por ter mais gente para ajudar, se tornou uma desculpa para não se fazer nada. Onde ninguém quer ver o óbvio e quem sofre é a população.

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Roberto Alvarez Bentes de Sá
Presidente do MONATRAN – Movimento Nacional de Educação no Trânsito

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