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EDITORIAL: Desprotegidas

22/7/2017

O que já era deficiente, devido ao contingente pra lá de reduzido, agora deve ficar precário.  A fiscalização dos cerca de 70 mil quilômetros de estradas federais do país foi extremamente comprometida com o corte de quase metade do orçamento da Polícia Rodoviária Federal (PRF), diante do contingenciamento imposto pelo governo federal, anunciado no início deste mês de julho.

O orçamento previsto para a PRF em 2017 era de R$ 460 milhões, mas só vão cair na conta da instituição cerca de R$ 258 milhões, um corte de 44%. Quando são comparados aos R$ 590 milhões liberados em 2016, a queda é ainda mais significativa: 56%.

Para se adequar ao verdadeiro arrocho orçamentário, a PRF informou que não conseguirá mais garantir o abastecimento mínimo e nem a manutenção dos veículos de sua frota, prejudicando diretamente o serviço de patrulhamento, o que deixa as estradas brasileiras mais desprotegidas e, consequentemente, bem mais perigosas.

Isso sem falar na desativação de unidades operacionais em todo o país; na suspensão imediata das atividades aéreas (policiamento e resgate aéreo); redução imediata no horário de funcionamento das unidades administrativas; e alteração para pior de diversos outros serviços.

Uma realidade, no mínimo lamentável, para não dizer: desesperadamente preocupante, especialmente, quando consideramos os enormes índices de acidentes com mortes nas rodovias brasileiras, na maioria das vezes, ocasionados pelo péssimo comportamento de motoristas, que parecem só obedecer à legislação de trânsito, quando fiscalizados.

Esperamos que as autoridades competentes repensem com urgência esta medida descabida, que tanto prejudica a atuação da PRF em prol de um trânsito mais humano e seguro. E que a tragédia anunciada não venha a se concretizar.

Assim como outros órgãos do Governo Federal, a PRF já sofre há anos com a escassez de recursos, que reflete na impossibilidade de incremento de seu efetivo, deixando-o muito aquém do ideal. E, agora, sem dinheiro para pagar o combustível de suas também poucas viaturas. É um absurdo sem precedentes.

Enquanto isso, políticos corruptos, gestores públicos e empresários inescrupulosos desviam recursos ao seu bel prazer, enquanto a população segue sofrendo mazelas cada vez piores. Uma tristeza vergonhosa, que precisa ser revertida o quanto antes, sob pena de perdermos muitas outras milhares de vidas inocentes em nosso país.

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