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O que pensava Raimundo Colombo antes de ser reeleito

20/4/2018

De olho na disputa ao Senado, Raimundo Colombo (PSD) tornou-se ex-governador oficialmente no dia 5 de abril ao entregar a carta de renúncia ao presidente da Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina), Aldo Schneider (PMDB). E, como já é de praxe, o Jornal O Monatran irá reproduzir a entrevista que fez com o então candidato à reeleição e convidamos você, leitor, a analisar junto conosco as promessas eleitorais e tirar suas próprias conclusões.

Quando questionado sobre quais seriam suas propostas para a prevenção de acidentes nas estradas catarinenses, levando em conta o aumento anual do número de mortos e sequelados em decorrência de acidentes nas estradas do país, Raimundo Colombo respondeu: “Precisamos investir mais em educação para o trânsito e também ampliar as ações de prevenções, com a intensificação de blitze nas rodovias federais e estaduais. Na Grande Florianópolis, o maior problema é com os acidentes envolvendo motociclistas. As ocorrências são diárias e deixam muitas sequelas em jovens que usam as motocicletas para o trabalho.”

 

Ao perguntarmos quais seriam suas propostas para a melhoria da mobilidade na região da Grande Florianópolis, prestes a entrar em colapso com relação ao trânsito, o então candidato à reeleição disse: “A questão da mobilidade é uma preocupação mundial. Em Santa Catarina, não é diferente. Nossas grandes cidades continuam crescendo e é preciso planejamento e infraestrutura para acompanhar esse crescimento. A Grande Florianópolis é um caso particular. A cidade recebe todos os dias moradores de cidades vizinhas, que vivem diariamente com filas no acesso e na saída da Ilha. Para tratar dessa questão, estamos trabalhando um planejamento integrado com todas as cidades da região. Contratamos neste ano um amplo estudo, o Plamus, para fazer um completo diagnóstico da situação e apontar alternativas. É um trabalho que já está sendo realizado, ouvindo técnicos da prefeitura, população, entidades, tudo com a supervisão do Governo do Estado. O estudo completo que apresentará soluções para os desafios de mobilidade urbana nos 13 municípios que formam a Grande Florianópolis será apresentado em janeiro de 2015.”

Com relação a quarta ligação entre a Ilha e o Continente, Colombo afirmou que “A prioridade é concluir a Ponte Hercílio Luz, cuja a utilização ajudaria a retirar mais de 20% do tráfego de veículos das duas pontes - Pedro Ivo e Colombo Salles.”

Quando perguntado sobre quais seriam seus planos para a utilização da Ponte Hercílio Luz, ao ser concluída a reforma, Raimundo Colombo respondeu: “Avaliamos propostas e estudos para a quarta ligação entre a Ilha e o Continente, mas nossas energias foram direcionadas para a reabertura da Hercílio Luz, uma demanda histórica do nosso Estado. Levantamos a verba para fazer a obra, que é um desafio extraordinário de engenharia. Infelizmente, a empresa que venceu a licitação não estava preparada para um projeto desse porte e vamos ter que retomar o processo. Rompemos o contrato e agora serão duas novas etapas separadas.

Vamos contratar uma primeira empresa para terminar de fazer a estrutura metálica para a sustentação do vão central, trabalho que deve demorar cerca de seis meses. E já durante esta etapa, nós vamos fazer uma nova concorrência, provavelmente internacional, para contratar uma empresa capacitada para fazer a reforma da ponte propriamente dita. Vamos, sim, rever a Ponte Hercílio Luz reformada, como um símbolo cultural catarinense e também como uma via para desafogar o trânsito na cidade. A ponte receberá veículos. Quais e como será a integração ainda são pontos que estão sendo estudados em parceria com a prefeitura.”

Ao questionarmos o que o então candidato pensava a respeito da implantação do Transporte Marítimo na capital catarinense, Colombo disse: “Não usar o transporte marítimo em uma região como a Grande Florianópolis é um erro. Estamos caminhando para corrigir isso. Adotamos uma importante ferramenta para buscar projetos, que é o PMI (Procedimento de Manifestação de Interesse). Trata-se um instrumento legal para o poder público receber estudos e projetos de PPP e concessão. O custo para dos estudos é assumido pelo autor da proposta, que participa da licitação, caso o poder público seja convencido da proposta. Os estudos em andamento indicam que o transporte marítimo é viável tecnicamente e interessante do ponto de vista financeiro, como sistema complementar e integrado ao sistema de transporte existente. Estes estudos estão passando por uma fase final de ajustes.”

Por fim, ao questionarmos qual a importância de Organizações Não-Governamentais na luta por um trânsito mais humano e seguro, Colombo afirmou: “A questão da mobilidade transformou todas as cidades. É uma preocupação de todos, não só para combater filas e congestionamentos, mas para garantir segurança e preservar vidas. E, por isso, a participação da população, dos motoristas, dos ciclistas, dos pedestres, por meio de organizações e entidades, é fundamental. O Governo do Estado está ouvindo a população por meio de iniciativas como o Plamus e temos certeza de que essa aproximação só vai contribuir para o desenvolvimento de nossas cidades e para a qualidade de vida dos catarinenses.”

 

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