Dezoito anos depois de sua criação, a Lei Seca se consolidou como uma das mais importantes políticas públicas de segurança viária do país. Ao endurecer as regras para quem insiste em dirigir após consumir álcool, a legislação ajudou a salvar vidas, mudou hábitos e tornou socialmente inaceitável um comportamento que, durante muito tempo, era tratado com naturalidade.
Esse é um legado que merece ser reconhecido. Mas a maioridade da Lei Seca também impõe uma reflexão: por que, depois de quase duas décadas, motoristas embriagados continuam sendo flagrados diariamente e acidentes provocados pela combinação entre álcool e direção ainda fazem parte da rotina das cidades brasileiras?