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22 de Julho, de 2021
Notícias
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By ELLEN BRUEHMUELLER
Como identificar se a criança está pronta para deixar o assento de elevação

A nova lei de trânsito trouxe alterações importantes em relação à regra de transporte de crianças em veículos. Antes previsto apenas em resolução, o uso dos sistemas de retenção (bebê-conforto, cadeirinha e assento de elevação) passou a constar no Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Conforme o texto legal, as crianças com idade inferior a 10 anos que não tenham atingido 1,45 m de altura devem ser transportadas nos bancos traseiros, em dispositivo de retenção adequado para cada idade, peso e altura.

Na prática, porém, uma questão que era para ser simples, trouxe à tona uma série de dúvidas dos pais e responsáveis, principalmente em relação ao momento correto da criança deixar o assento de elevação e passar a usar apenas o cinto de segurança do veículo.

Nessa reportagem especial, o Portal do Trânsito vai explicar os motivos da lei considerar a altura de 1,45m como limite. E, também, como identificar, mesmo sem saber exatamente a altura da criança, se ela está sendo transportada corretamente ou não.

O Portal do Trânsito foi às ruas para compreender como as pessoas estão assimilando as novas regras em relação ao transporte de crianças em veículos automotores. Os depoimentos são surpreendentes. Assista!

Qual o momento exato para a criança usar apenas o cinto de segurança?

De acordo com o diretor científico da ABRAMET (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego), Dr. Flávio Emir Adura, os dispositivos de retenção para crianças são projetados para reduzir o risco em caso de colisão ou desaceleração repentina do veículo, limitando o deslocamento do corpo da criança.

Ainda conforme o médico, crianças usando dispositivos de retenção apropriados, no caso de sinistro automobilístico têm alta redução nos índices de risco de morte e de sofrer ferimentos graves.

“Quando a cadeirinha se tornar pequena para a criança, devido ao seu crescimento, e se ela ainda não tiver alcançado altura suficiente para utilizar e beneficiar-se do uso do cinto de segurança próprio do veículo deve ser utilizado um assento de elevação (booster). Ele é projetado para se ajustar ao banco traseiro do automóvel. Assim, elevando a criança a uma altura tal que permita que o cinto de segurança fique corretamente posicionado”, explica.

Por que 1,45m de altura?

Dr. Adura alerta ainda que os cintos de segurança dos automóveis foram projetados para adultos. Enquanto a criança não puder se adequar apropriadamente a ele, um assento de segurança deverá ser utilizado. “As crianças geralmente não se adaptam ao cinto de segurança do veículo até atingir a estatura mínima de 1,45m. Em outras palavras, isso ocorre aproximadamente aos 10 anos de idade”, diz o especialista.

Veja a forma correta do cinto de segurança passar na criança

Mesmo sem saber a altura da criança, é possível identificar se ela está preparada ou não para deixar o assento de elevação. Conforme o especialista, o cinto de segurança estará adequado quando a faixa transversal passar sobre o ombro e diagonalmente pelo tórax (deve atravessar a linha hemiclavicular e o centro do esterno). Além disso, a faixa subabdominal deverá ficar apoiada nas saliências ósseas do quadril ou sobre a porção superior das coxas.

Traduzindo: o uso do cinto em criança estará correto se passar diagonalmente pelo peito, sem tocar o pescoço ou o rosto da criança. A faixa de baixo precisa passar pelo quadril, e não pela barriga. Se o cinto tocar o pescoço é necessário fazê-la sentar sobre o assento de elevação.

Parece difícil de entender. O vídeo abaixo, porém, ensina como verificar se a criança está pronta para sair do assento de elevação e ser transportada apenas com o cinto de segurança do veículo.

Consequências do uso incorreto: o real sentido da lei

Nesse caso específico, a legislação de trânsito tem o objetivo de reduzir o número de mortes e ferimentos graves em crianças como passageiras de veículo. Quando uma criança de baixa estatura usa o cinto de segurança do veículo, sem ainda estar preparada, a faixa subabdominal posiciona-se sobre o abdome. Além disso, a transversal atravessa o pescoço e a face.

“Este posicionamento predispõe a criança ao risco de lesões cervicais, torácicas e abdominais, a chamada síndrome pediátrica do cinto de segurança”, argumenta Adura.

Para finalizar, o especialista explica o real propósito da lei. “As exigências legais estabelecidas devem visar bem atender e cumprir os propósitos da melhor evidência científica para a segurança do transporte veicular de crianças”, conclui.