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26 de Novembro, de 2020
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By ELLEN BRUEHMUELLER
Dia Mundial em Memória das Vítimas do Trânsito completa 25 anos

Há 25 anos, um dia dedicado a lembrar as vítimas do trânsito começou a ser observado internacionalmente. Nos primeiros dez anos pela Federação Europeia de Vítimas do Trânsito Rodoviário (FEVR) e suas várias organizações membros, incluindo RoadPeace (Reino Unido), que introduziu o dia em 1995.

Com forte apoio da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do UNRSC, os Estados Membros da ONU convocaram em 2005 o Dia Mundial em Memória das Vítimas do Trânsito, no terceiro domingo do mês de novembro, como um “reconhecimento apropriado para vítimas de acidentes de trânsito e suas famílias”.

Os objetivos das ações em 2020 são ajudar a sociedade a se lembrar de todas as pessoas mortas e gravemente feridas nas estradas, além de reconhecer o trabalho crucial dos serviços de emergência, chamar a atenção para a resposta legal, geralmente aquém às mortes e ferimentos culposos nas estradas, bem como advogar por um melhor apoio às vítimas de trânsito e às famílias das vítimas, promovendo ações baseadas em evidências para prevenir e, eventualmente, impedir mais mortes e ferimentos no trânsito.

Os acidentes de trânsito matam mais 1,3 milhão de pessoas a cada ano.

De acordo com as Nações Unidas, o risco de morte nas ruas e estradas continua sendo três vezes maior nos países de baixa renda do que nos países de alta renda e esses acidentes são a principal causa de morte entre jovens com idades entre 15 e 29 anos.

Quase metade das mortes no trânsito ocorre entre pedestres, ciclistas e motociclistas. O chefe da ONU destacou, no Relatório Mundial sobre a Situação da Segurança no Trânsito 2018, que “salvar vidas melhorando a segurança no trânsito é um dos vários objetivos da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável”.

Ele fez um apelo para que todos “se unam para enfrentar a crise global de segurança no trânsito”.

No Brasil, apesar das estatísticas mostrarem queda nesses números alarmantes nos últimos quatro anos, continuamos a perder cerca de três pessoas a cada hora, ou seja, mais de 70 famílias todos os dias recebem a pior notícia: alguém da sua convivência morreu porque estava indo ou vindo.

Ações no Brasil

Aqui no Brasil, alguns eventos marcaram o dia que, excepcionalmente nesse 2020, coincidiu com as eleições municipais em todo o País.

Com o intuito de discutir, alertar e conscientizar sobre a importância de comportamentos seguros no trânsito, o Observatório de Segurança Viária de Fortaleza (OSV) decidiu gravar uma série de podcasts, chamado “Transitando”, que podem ser ouvidos no Spotify e no Google Podcast.

Os episódios têm temas variados, mas todos envolvendo segurança viária. O primeiro: “O que é Segurança Viária e o que eu tenho a ver com isso?”, é uma espécie de introdução sobre o conceito de segurança viária e como o tema está presente no cotidiano da população.

Segundo o especialista em trânsito e diretor da Perkons, Luiz Gustavo Campos, para resultados efetivos de redução de acidentes e mortes são necessárias ações integradas de engenharia, educação e fiscalização, através do uso adequado da sinalização e de equipamentos medidores de velocidade. “Tecnologias para a segurança no trânsito devem ser entendidas como um meio de proporcionar melhor qualidade de vida para as pessoas. A cada lombada eletrônica instalada, evita-se 3 mortes e 34 acidentes por ano. Precisamos nos conscientizar como sociedade que nenhuma vida perdida no trânsito é aceitável e que só esforço somado vai reduzir os números dessa violência”, conclui.

Precisamos de um basta nos negligentes, nos imprudentes e nos imperitos. É inconcebível que alguém se machuque porque está indo de um lugar para o outro. É inaceitável essa pasmaceira social referente as ocorrências de trânsito. Não se trata de um vírus ou uma doença letal. No trânsito, é gente matando gente.

São tantos os caminhos, são tantas discussões, são tantas vertentes. Assim é o trânsito, a mobilidade, o ir e vir de pessoas e veículos. Por isso, conquistar segurança nessa área também é um trabalho complexo e requer vários especialistas de diferentes ramos de atividades, para que uma sociedade alcance a tão sonhada cultura da segurança viária.

Porém, há uma situação em que todos são unânimes: a dor da perda de alguém querido por uma ocorrência de trânsito é imensurável. E, desde 2008, o mundo todo é alertado anualmente pelas autoridades da Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre os números exorbitantes de mortos e feridos em decorrência dessas ocorrências.