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30 de Novembro, de 2021
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By ROBERTO ALVAREZ BENTES DE SÁ
Não podemos esquecer

São tantos os caminhos, são tantas discussões, são tantas vertentes. Assim é o trânsito, a mobilidade, o ir e vir de pessoas e veículos. Por isso, conquistar segurança nessa área também é um trabalho complexo e requer vários especialistas de diferentes ramos de atividades, para que uma sociedade alcance a tão sonhada cultura da segurança viária.

Porém, há uma situação em que todos são unânimes: a dor da perda de alguém querido por uma ocorrência de trânsito é imensurável.

No Brasil, apesar das estatísticas mostrarem ligeira queda nesses números alarmantes nos últimos cinco anos, continuamos a perder cerca de três pessoas a cada hora, ou seja, mais de 70 famílias todos os dias recebem a pior notícia: alguém da sua convivência morreu porque estava indo ou vindo.

Não podemos aceitar mais isso. Precisamos de um basta nos negligentes, nos imprudentes e nos imperitos. Não se trata de um vírus ou uma doença letal. No trânsito, é gente matando gente. Só em guerras ou crimes, pessoas matam pessoas e nessas situações a sociedade repudia e se mobiliza. Essas notícias têm destaque e causam comoção. Mas, as ocorrências de trânsito que tiram a vida ou deixam severamente feridos milhares de brasileiros, não recebem o mesmo tratamento.

Desde 1995, entidades não governamentais da Europa se uniram e escolheram o terceiro domingo de novembro para celebrar as vítimas das ocorrências de trânsito. A data foi adotada pelas Nações Unidas em 2005 e, desde então, o mundo todo celebra o “Dia Mundial em Memória às Vítimas de Trânsito”. Aqui no Brasil, lamentavelmente, as ações referentes à data ainda são muito tímidas.

Porém, mais do que incluir uma data no calendário, é preciso urgência nas ações, compromisso dos cidadãos e, claro, respeito e responsabilidade de todos. Não existe fórmula mágica; não existe apenas uma receita para que esse quadro de violência no trânsito se modifique. É preciso antes de tudo, indignação para que, a partir disso, passemos a praticar a urbanidade pelas ruas e rodovias e quem sabe, na próxima década, possamos apenas curtir o terceiro domingo de novembro, como mais um domingo do ano, com famílias reunidas, com pais, filhos, amigos, vizinhos, colegas, todos juntos, vivos e saudáveis.

Mas, por enquanto, diante da nossa realidade, quando há uma data como esta, devemos nos lembrar de todos aqueles que já perderam entes queridos em função de um sinistro de trânsito ou em função dele tiveram reduzida de alguma forma sua capacidade de locomoção ou outras sequelas que não deixam marcas aparentes na pele e nos ossos, mas sequelas psicológicas terríveis.

Estudos da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que o sinistro de trânsito já é considerado uma grave doença social, e para reverter esse triste quadro, o remédio, o antídoto está nas mãos da sociedade, qual seja, seguir as regras de circulação e condutas previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e Resoluções do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN).

A todos que perderam entes queridos, nossos sentimentos, e àqueles que de alguma forma foram vítimas ou sofreram as consequências de acidentes de trânsito, sejam também estandartes da bandeira de uma postura segura e responsável no trânsito.

PALAVRA DO PRESIDENTE - ROBERTO ALVAREZ BENTES DE SÁ