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Importância do capacete como medida essencial
22 de Outubro, de 2026
Artigo
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By DIRCEU RODRIGUES ALVES JUNIOR
Importância do capacete como medida essencial

Pesquisas nos Estados Unidos da América do Norte mostram que a probabilidade de uma pessoa morrer dirigindo uma motocicleta é vinte vezes maior que ao volante de um carro. Sem capacete isso aumenta para sessenta vezes. Quase 80% dos acidentes com moto resultam em mortes ou ferimentos graves.

No Brasil esses números não são muito diferentes. Estamos aí com 70% dos acidentes com mortos e feridos graves.

Hoje, 92% dos motociclistas circulam com capacete. Muitos com prazo de validade vencido, com furo onde foi colocado um acessório, com ranhuras, rachaduras, com viseiras arranhadas, sem higienização etc.

A lei permite uso de capacete sem proteção da mandíbula com o que não concordamos. Se vamos recomendar proteção porque só parcialmente?

A proteção do olho e da face é dada pela viseira. Estamos cansados de ver acidentes com corpo estranho que ao bater nos olhos dependendo de sua massa e velocidade pode apenas flutuar na conjuntiva, como é o caso de um cisco, encravar neste tecido e até perfurar o olho como é o caso de uma pedra levantada do solo pelo pneu de um veículo. Este tipo de acidente torna-se extremamente perigoso porque em movimento e com a lesão provocada a tendência natural e reflexa é a de levar a mão e colocá-la no local da lesão. Com o impacto e com esse gesto a visão torna-se nula e a desorientação espacial leva o indivíduo para o solo, agrava-se o acidente.

Muitas vezes a viseira ou óculos arranhados são responsáveis por transtornos durante o dia, impedindo a visão e sendo causa de acidentes no período da noite. Mas não é só o olho, qualquer pedrinha do asfalto pode produzir lesões na face que pode ir de simples cortes a fraturas. Daí insistirmos no capacete com proteção integral. A legislação permite o capacete sem a viseira, mas obriga o uso de óculos de proteção. Esse óculos não protege a face, restringe-se apenas ao olho e as regiões perioculares enquanto a viseira dá proteção total à face.

  Ele foi projetado para distribuir a energia proveniente do impacto por uma superfície maior reduzindo o trauma sobre o crânio. Desta maneira fica claro que mesmo usando o capacete não significa que estamos livres de danos. Qualquer pancada, reduz a resistência do casco do capacete e do isopor de revestimento interno, devendo ser substituído imediatamente porque já não dá a proteção inicial.

Traz desconforto, calor, embaça a viseira, alguns até sentem falta de ar, outros sentem-se enclausurados, mas ele é muito útil.

Muitos ignoram que tal proteção tem um período de validade. Estamos cansados de ver motociclistas com capacetes cheios de fita gomada porque sofreram algum impacto e lascaram ou racharam. Observe que qualquer impacto que o capacete sofra, seja de uma simples queda ao solo, é igual à inutilização. Ele deixa de oferecer a proteção que se deseja. Está fragilizado, é necessário aquisição de um novo.  Não existe capacete eterno. Em média a validade é de três anos. O fabricante coloca um adesivo no interior do equipamento mostrando a validade dele. Com o tempo, com o uso, submetido a condições de desgaste e pequenos impactos o material torna-se frágil e não estará mais dando proteção.

Esse equipamento é de uso individual, porque na pele, couro cabeludo, nariz, olhos, boca deixamos milhões de microrganismos no seu interior, para qualquer outra pessoa pode ser extremamente agressivo causando infecções localizadas ou generalizadas. Entra também à oleosidade da pele, do couro cabeludo, o suor, a chuva, a umidade do ar que tornam o ambiente propício para que este ambiente se torne um ninho de microrganismos.

Há também necessidade de higienização permanente do capacete.

DIRCEU RODRIGUES ALVES JUNIOR

Diretor da Abramet (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego)