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Entre o Trânsito e a Barbárie

setembro/2017 - Ildo Raimundo Rosa

Nesta altura do ano se acentuam as diferenças entre o número de homicídios cometidos no Brasil e as mortes no trânsito.

A macabra estatística oscila entre as 50 a 60 mil mortes, numa disputa perversa.

Contudo a inércia das autoridades públicas de diferentes níveis contrasta com a crescente preocupação de todos com o problema.

O impacto sofrido pela saúde pública tanto no atendimento das vítimas, especialmente na sua recuperação para a vida laboral, vem levando todo o sistema para a beira do caos.

As justificativas para a inércia governamental sempre são as mesmas associadas à falência do sistema securitário bem como às mazelas da improvisada gestão adotada pelos diferentes hospitais, clínicas e centrais de atendimento.

As emergências qualhadas de doentes expõe a falta de dignidade com que são tratados.

A adoção da motocicleta enquanto modal de transporte individual, compartilhando o espaço urbano provoca verdadeira carnificina, especialmente com a grave incidência de lesões irreparáveis que reduzem ou até aniquila a capacidade de trabalho de jovens que, de uma hora para outra, passam a integrar a previdência social sobrecarregando ainda mais o precário sistema.

A inclusão cada vez mais desejada de políticas de mobilidade junto ao marco regulatório do Plano Diretor estabelece a partir daí, ações mais consistentes e qualificadas no sentido de planejar a mobilidade a partir de políticas de médio e longo prazo.

A convivência no mesmo espaço ocupado por diferentes modais de transportes vem provocando a clara prevalência de uns sobre os outros, muitas vezes induzindo através de ciclo faixas a falsa sensação de segurança onde, na maioria das vezes, são o ciclista e o motociclista os mais afetados.

O notável crescimento de nossos aglomerados urbanos está a exigir-nos criatividade e inovação, a partir do induzimento de novas centralidades, evitando-se ao máximo a prática da mobilidade irresponsável.

A estéreo discussão sobre bases políticas eleitoreiras a nada nos leva, servindo tão somente para perpetuar no poder políticos corruptos incompetentes e descompromissados com suas comunidades e com o bem público.

Por outro lado é chegada a hora de abrir “a caixa preta” do sistema arrecadatório de multas onde se arrecadam somas vultuosas mas pouco se vê efetivamente revertendo em prol de uma verdadeira mudança de paradigma no saturado trânsito brasileiro.

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Ildo Raimundo Rosa
Superintendente do IPUF – Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis. Delegado aposentado da Policia Federal. Ex-secretário da Secretaria de Segurança Pública e Defesa do Cidadão de Florianópolis. Membro do Conselho Deliberativo do MONATRAN - Movimento Nacional de Educação no Trânsito. Presidente do Conen/SC.

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