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Medicamento na Direção Veicular

setembro/2017 - Dirceu Rodrigues Alves Júnior

Alguns medicamentos são capazes de produzir efeitos indesejáveis e provocar um acidente de trânsito. Exemplos comuns em nosso meio é o uso de um antialérgico, descongestionante nasal, tranquilizante, moderador de apetite, até um xarope e muitos outros. Sabemos que no nosso país temos por hábito fazer à automedicação e isso se torna risco muito grande não só para a saúde do indivíduo como também aumenta em muito o risco de acidente principalmente quando em atividade no trânsito. Nesta situação necessitamos ter atenção, concentração, percepção, raciocínio, respostas motoras rápidas, excelente sensibilidade tátil, visão e audição. Determinados medicamentos são capazes de alterar essas condições propiciando o acidente.

Alguns tipos de xaropes para a tosse e até analgésicos usados para uma simples dor de cabeça são capazes de produzirem efeitos devastadores e consequências imprevisíveis.

Quando estamos em uso de determinada droga e já adaptados, ótimo, mas quando estamos iniciando o uso podemos apresentar sinais ou sintomas indesejados. Os organismos são diferentes e dessa forma reagimos também diferentemente. O que é bom para uns pode ser verdadeiro veneno para outros.

Existem medicamentos que tem ação depressora, produzindo torpor, sonolência, tonteira, debilidade. Outros com ação estimulante, produzindo perda do sono, agitação, redução da fome, alteração de reflexos o que nunca pode acontecer na direção de qualquer veículo.

Ao usarmos um medicamento quando estamos na atividade veicular precisamos ter pleno conhecimento dos efeitos colaterais e efeitos adversos que tal produto possa nos causar.

Percebendo algum sintoma devemos interromper imediatamente a atividade, repousar, ingerir bastante líquido para dessa forma aumentar o processo de eliminação da droga do organismo e receber orientação do médico. Devemos manter tal conduta até que haja regressão total de tais sintomas. Insistir na atividade é muito perigoso. A possibilidade de acidente é iminente.

Qualquer medicação recomendada pelo médico deve ser acompanhada de explicação minuciosa sobre os efeitos que podem ser observados, a dose a ser usada, o tempo de ação, os riscos com relação à atividade profissional e qual deve ser o comportamento do indivíduo diante de sintomas. Caso o médico esqueça-se de dar tal informação, pergunte, não deixe o consultório enquanto não houver os esclarecimentos necessários. Não saia com dúvidas. Ao chegar a casa, se esqueceu de perguntar algo, telefone para o doutor, pergunte, tire a sua dúvida. Você estará fazendo a sua prevenção.

Não descuide, a perfeita harmonia de funcionamento do seu organismo é essencial para o seu bom desempenho e prevenção de acidentes.

Lembre-se que o seu organismo é o maior patrimônio que você possui.

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Dirceu Rodrigues Alves Júnior
Diretor de Comunicação e do Departamento de Medicina de Tráfego Ocupacional da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (ABRAMET)

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