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novembro/2017 - Roberto Alvarez Bentes de Sá

Recentemente, uma pesquisa elaborada pelo Fórum Econômico Mundial constatou que o brasileiro é quem menos confia em sua classe de políticos, entre 137 países avaliados pelo mundo. Também, não é pra menos, especialmente diante dos últimos acontecimentos.

Inclusive, no ano passado, o mesmo Fórum identificou que o Brasil seria a quarta nação mais corrupta do mundo, ficando atrás apenas do Chade, da Bolívia e da Venezuela. Uma triste constatação que, infelizmente, é visível não somente na política, mas nos mais diversos recônditos da sociedade em que vivemos.

Uma verdadeira endemia, resultante do afrouxamento de todas as instituições na observância da lei, moralidade e ética. Em outras palavras, em uma cultura institucionalizada do “molhar a mão do guarda” somos levados ao que denominamos de cegueira ética, uma doença crônica social que altera a percepção e o julgamento da maioria das pessoas, por vezes, tornando a corrupção algo natural, aceitável.

Aliás, pesquisadores do comportamento humano apontam que a corrupção na política é uma cultura arraigada no espírito nacional e um grande incentivo à desvirtuação em todos os níveis. Mais do que isso, a corrupção generalizada torna todos cúmplices e, assim, o crime se instala sem que o remorso e a culpa criem obstáculos.

Todavia, do mesmo modo, todo esse movimento de combate à corrupção na política está refletindo positivamente nos demais níveis da sociedade e parece que, em breve, todos voltaremos a ver, saindo da escuridão da cegueira ética e caminhando para um futuro promissor.

Há poucos dias, um examinador de trânsito foi preso em Sorocaba (SP), após uma candidata denunciar que ele cobrou propina para aprová-la no exame prático de carro. Talvez nosso leitor consciente não consiga enxergar o milagre, mas, pasmem: não são raros os casos de alunos que “cedem” a tentação de obter vantagem numa situação dessas.

Imaginem que esta não deveria ser a primeira vez que o chamado “examinador” propunha um absurdo desses: R$ 330,00 em troca da tão sonhada Carteira Nacional de Habilitação a uma jovem de apenas 19 anos. Porém, foi a primeira vez que alguém o denunciou. Felizmente!

Por estas e outras, estamos otimistas pelo futuro que está por vir. Nossa sociedade está deixando a cegueira ética para trás e, cada vez mais, teremos bons exemplos para retratar neste espaço!

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Roberto Alvarez Bentes de Sá
Presidente do MONATRAN – Movimento Nacional de Educação no Trânsito

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