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O Brasil na ponta do seu dedo

setembro/2018 - José Roberto de Souza Dias

Escrevo estas linhas na antevéspera das eleições presidenciais. Em um momento histórico em que a República, apesar de ser cruelmente atacada por uma corrupção endêmica, insiste em manter-se viva.

Os desafios são enormes, impossível até priorizá-los, mas, sem dúvida, o combate a violência se impõe como uma ação a ser iniciada no primeiro dia de um novo governo.

A sociedade tem consciência de tudo o que está acontecendo e não aguenta mais sentir-se vulnerável.

É o caso do trânsito brasileiro considerado um dos mais violentos do mundo. As causas são múltiplas e perfeitamente conhecidas, como o álcool, as drogas, o excesso de velocidade, a precária formação dos condutores, a impunidade e a corrupção. A tudo isso se pode acrescentar as péssimas condições das vias, a falta de sinalização, de fiscalização e de policiamento, enfim o descaso com o cidadão e a coisa pública.

No combate a violência de trânsito medidas objetivas podem ser tomadas com resultados imediatos, tais como, ampliar a fiscalização e o policiamento, reciclar os centros de formação de condutores, desenvolver um programa nacional de educação no trânsito de caráter obrigatório e contínuo, premiar os motoristas que ao longo de um período não se envolverem em acidentes nem tiverem multas no prontuário e, simultaneamente, punir com rigor o crime de trânsito.

Para tudo isso acontecer basta aplicar o Código de Trânsito e combater sem tréguas o menor sinal de corrupção. Para se fazer tudo isso o que não falta é dinheiro.

O FUNSET – Fundo Nacional de Segurança e Educação no Trânsito recolhe automaticamente 5% de toda “receita arrecadada com a cobrança das multas de trânsito e será aplicada, exclusivamente, em sinalização, engenharia de tráfego, de campo, policiamento, fiscalização e educação de trânsito”. É o que afirma o Artigo 320 do Código de Trânsito Brasileiro.

Importante frisar, que o trânsito não se basta a si mesmo. Só um governo respeitável, que passou pelo crivo do voto, desengrenado dos mecanismos da corrupção, será capaz de acabar com a tal República do Compadrio, que troca apoio político por dinheiro e cargos.

Uma vez isto posto, será possível reduzir para um terço os cargos de confiança, os famosos DASs, e reservá-los única e exclusivamente para profissionais, preferencialmente funcionários de carreira, que existem e são competentes.

Mas só isso não é suficiente, necessário se faz diminuir a máquina pública, cortar em mais da metade o número de Ministérios, privatizar empresas públicas e aplicar os recursos nas atividades fim, principalmente na saúde, educação, segurança, infraestrutura, transporte e habitação.

A sociedade anseia por tudo isso e quer se ver livre da canga do Estado e de sua burocracia que cria dificuldades para vender facilidades. Exige a diminuição de impostos e sua unificação, não aceita malabarismos fiscais e espera tudo isso para crescer, empreender, gerar emprego e renda. Cansou do joguinho sujo de gato e rato dos de sempre, que são desiguais apenas na aparência.

Caro leitor, o Brasil, sua Família e o Trânsito, estão na ponta do seu dedo, exerça seu direito com dignidade e ajude a salvar o Brasil.

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José Roberto de Souza Dias
Doutor em Ciências Humanas e Mestre em História Econômica pela USP, criou e coordenou o Programa PARE do Ministério dos Transportes, foi Diretor do Departamento Nacional de Trânsito – Denatran, Secretário-Executivo do Gerat da Casa Civil da Presidência da República, Doutor Honoris Causa pela Faculdade de Ciências Sociais de Florianópolis – Cesusc, Two Flags Post – Publisher & Editor-in-Chief.

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