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É uma vergonha!

julho/2019 - Roberto Alvarez Bentes de Sá

Sai governo e entra governo, mas as autoridades estaduais parecem não se cansar de passar vergonha. A mais recente - resultado do defeito da placa da junta de dilatação da Ponte Pedro Ivo Campos – ainda revelou total amadorismo e falta de planejamento dos órgãos competentes.

Em pleno sábado de manhã, que costuma ser mais tranquilo, a mesma junta de dilatação causadora de idênticos transtornos em fevereiro, se soltou e, mais uma vez, o caos se instalou no trânsito da Grande Florianópolis.

Não bastasse o defeito recorrente - que já iremos comentar - o tempo de reação dos envolvidos foi absurdo. Apesar do problema ter ocorrido antes das 7h da manhã, um técnico do governo só foi aparecer depois das 10h e as “providências” da Secretaria de Infraestrutura e Mobilidade começaram somente após o meio-dia. Sendo que a solução, mais uma vez, paliativa só foi concluída às 17h. Mais de 10h de transtorno para a população.
Pra piorar, ninguém queria assumir a responsabilidade. Até as baixas temperaturas receberam a culpa pela incompetência da gestão pública.

É fato que as pontes de acesso à Ilha estão recebendo manutenção completa pela primeira vez desde a construção. Ou seja, todo o desgaste das ligações já vem de muitas outras administrações. Todavia, neste caso, em especial, a atual equipe perdeu a oportunidade de mostrar um serviço eficaz para a população e ainda passou vergonha.

Isso porque o defeito foi o mesmo ocorrido em fevereiro – cinco meses atrás. No entanto, desde então, a única providência da Secretaria foi realizar uma licitação para compra de parafusos que, segundo alega, não existem no mercado. Pra piorar, uma confissão lamentável: realizou concorrência somente em maio. E o prazo de entrega dos famosos parafusos começa em julho.

Ainda assim, se sabia que os tais parafusos ainda iam demorar para chegar, por que não realizaram uma manutenção na solda, que estava segurando a estrutura paliativamente? Por que esperar pra fazer alguma coisa somente depois que o problema acontece? E se falhou em todas as etapas anteriores, por que, ao menos, não agiliza uma solução para aliviar todo o transtorno causado para a população?

Já cansamos de sugerir a utilização de algumas pistas da Colombo Salles para situações emergenciais como esta ou mesmo em horários de pico, no dia a dia. Mas as autoridades não conseguem agendar nem mesmo um simples teste, quanto mais agir com eficiência em momentos de crise.

É preciso alguém de pulso firme tomar as rédeas dessa desordem toda, pois já estamos cansados de tanta improvisação, falta de planejamento e amadorismo com a coisa pública.

Pra concluir, no final das contas, foi definido que a empresa executora da obra, Cejen Engenharia, será advertida e receberá uma multa equivalente à retenção de pagamento de 10% do valor da fatura mensal por atraso do cronograma. De qualquer forma, ainda que seja ela a responsável oficial pelo problema, nada disso exime a obrigação dos gestores públicos de verificarem constantemente o trabalho de seus contratados.

Repetindo o jargão famoso do jornalista Boris Casoy, “isto é uma vergonha!”

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Roberto Alvarez Bentes de Sá
Presidente do MONATRAN – Movimento Nacional de Educação no Trânsito

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