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Poço sem fundo: Mais R$ 14 milhões

agosto/2019 - Roberto Alvarez Bentes de Sá

Como já era esperado, neste mês de agosto foi confirmado o novo aditivo financeiro da reforma da ponte Hercílio Luz. Agora, além dos R$ 8,3 milhões assinados no começo de julho, conforme documento de 25 de julho, vão ser mais R$ 14.075.884,38. Ou seja, o valor original da obra, conforme contrato assinado em abril de 2016 era de R$ 262.925.435,21. Com os aditivos, o preço saltou mais R$ 71.297.029,37.

Além disso, no cálculo geral do custo, entram os reajustes. Eles somam mais R$ 14.510.233,50. Com isso, o valor total da obra até o momento é de R$ 348.732.698,08. Segundo a Secretaria de Infraestrutura, o aditivo de R$ 14 milhões é referente ao prolongamento do prazo da obra, que se estende em contrato até março de 2020. Apesar de o governo prever a liberação do tráfego em dezembro de 2019, serão necessários mais três meses para a retirada das estruturas temporárias.

A pasta diz que “trata-se do reequilíbrio econômico e financeiro referentes a custos indiretos para manter a obra por mais 12,1 meses, conforme já havia sido relatado em janeiro, e agora com valores acertados”. Mas para muitos, é impossível não se revoltar com o aparente poço sem fundo que se tornou esta obra tão importante para o povo catarinense, especialmente, para os moradores da Grande Florianópolis.

Sempre defendemos a conclusão da reforma da nossa ponte centenária, pois acreditamos que será um belo incremento para a mobilidade urbana da região. Porém, estamos cansados de tantos atrasos e aditivos. Parece que isso nunca vai ter fim.

Para piorar, a secretaria já avisou que haverá outros aditivos, “pois existem quantitativos e serviços que não estavam previstos”. Como assim não estavam previstos? A impressão que dá é que o descaso é tanto, que assinaram o convênio já sabendo que teriam aditivos “ilimitados”.

Isso sem falar da absurda contratação de uma empresa estrangeira (sem licitação), tendo empresas brasileiras capazes de executar este tipo de obra. Lembrando ainda que o custo original da obra, quando da contratação da construtora Espaço Aberto, em 2008, era de 163,4 milhões. Ou seja, o novo consórcio irá receber mais do que o dobro previsto pela empresa anterior, sendo que iniciou os trabalhos com grande parte do serviço pronto.

Por fim, não conseguimos entender o aparente silêncio do Tribunal de Contas do Estado, Ministério Público e Assembleia Legislativa. Sentimos que esta bola de neve está a ponto de nos esmagar e que se essa reforma não for concluída logo, os cofres públicos nunca irão parar de sangrar.

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Roberto Alvarez Bentes de Sá
Presidente do MONATRAN – Movimento Nacional de Educação no Trânsito

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