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CTB ignorado!!!

20/9/2018

Conhecida por ser uma cidade planejada em meio a uma vasta área verde, com ruas e avenidas largas e com diversos jardins por entre as suas vias, Campo Grande é uma das cidades mais arborizadas do Brasil sendo que 96,3% das casas contam com a sombra de um arvoredo.

Araras, papagaios e tucanos são facilmente avistados no centro da capital sul-mato-grossense, enquanto a sombra de suas árvores centenárias chega a diminuir a temperatura em até 2°C, além de ajudar a diminuir a poluição porque absorvem os gases emitidos pelos carros e exalam oxigênio.

Sua principal avenida, denominada Afonso Pena, corta a cidade no sentido Leste-Oeste e, já no início do século passado, chamava a atenção por seus 50 metros de largura, compostos por faixas de rolamento nos dois sentidos e um amplo canteiro, com figueiras cuidadosamente plantadas e preservadas com carinho até os dias atuais.

Com seus recém completos 119 anos de fundação, Campo Grande carrega características únicas de uma cidade à frente de seu tempo, mas que, em algum momento, se perdeu ao ignorar a legislação que regulamenta detalhes essenciais do trânsito.

Uma falha grave evidente para qualquer motorista que transite pela frondosa avenida é a largura estreita das faixas de rolamento, em total desacordo com a legislação vigente, que não comportam a largura dos veículos que por ali trafegam, especialmente dos ônibus, que chegam a ocupar uma faixa e meia da avenida, situação ainda mais agravada, com a permissão de estacionamento em vários trechos da bela avenida.

Em uma visita recente a capital, a equipe do Jornal O Monatran chegou a medir as faixas que variam de 2,36m a 2,52m largura, quando o mínimo deveria ser 3m. Lembrando ainda que os ônibus possuem 2,6m de largura, chegando a 3,40m, se somados os retrovisores cada vez mais encorpados.

A impressão que se tem é de que se utilizaram do chamado “jeitinho brasileiro” para “ampliar a capacidade” da avenida, simplesmente, estreitando as pistas, enquanto os órgãos fiscalizadores parecem ter feito vistas grossas.

Para dificultar ainda mais uma solução, os enormes canteiros que cortam a avenida foram tombados como “patrimônio histórico e paisagístico da cidade” e agora não podem ser alterados, apesar de uma antiga reinvindicação  do  Executivo  Municipal,  pleiteando  uma  intervenção no traçado, para a construção de corredores de ônibus. Ou seja, priorizou-se o patrimônio histórico, a centenas de vidas de motoristas e pedestres, sendo que o canteiro central é tão largo que alguns poucos metros cedidos para a via, não prejudicariam a identidade e memória da cidade

E o problema não é restrito a citada avenida. Outra importante via central, que corta a cidade no sentido norte-sul, a Rua 14 de Julho possui suas faixas com largura de 2,80m.

Outra triste constatação é a ausência do tempo para a travessia do pedestre nos semáforos do centro da capital, colocando em risco dezenas de transeuntes, que precisam se arriscar por entre os veículos, numa disputa desleal e perigosa.

Como não poderia ser diferente, o número de acidentes é visivelmente alarmante. Nos poucos dias em que nossa equipe esteve naquela linda terra, foram presenciados diversos momentos de dor no trânsito. Uma triste realidade, que precisa ser mudada com urgência. “Faz-se necessária uma mudança de postura drástica! Tanto pelos que governam, quanto pela população”, afirma o presidente do MONATRAN – Movimento Nacional de Educação no Trânsito. “Campo Grande não merece tanto descaso. Sua estrutura é invejável. Falta apenas um pulso firme para colocá-la nos trilhos novamente”, completa.

Nossa equipe ainda presenciou uma medida, no mínimo inusitada: a instalação de um semáforo na rotatória, contrariando o Código de Trânsito e tumultuando a utilização da rotatória, que visa justamente facilitar o tráfego.

Mais do que prejudicar o trânsito local, evidencia a falta de planejamento urbano ao ser instalada primeiro a rotatória. Se foi necessária a implantação de um semáforo posteriormente é porque o fluxo de veículos no cruzamento não comportava uma rotatória ou, talvez, tivesse sido melhor a construção de um elevado.

Por fim, ficamos surpresos também, com o número elevado de avanço do sinal de trânsito. É surpreendente a facilidade com que os motoristas desrespeitam o sinal vermelho.

Se faz urgente uma ação enérgica e, em conjunto, entre o DETRAN/MS e a Agência Municipal de Transporte e Trânsito, para mudar esse quadro de total desrespeito a vida e ao CTB – Código de Trânsito Brasileiro.

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