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Violência no trânsito tem impacto bilionário na economia do Brasil

25/9/2018

Somente no primeiro semestre deste ano, os acidentes graves causaram um impacto econômico de cerca de 96 bilhões e 500 milhões de reais. O total equivale à perda de capacidade produtiva decorrente de 19.300 mortes e 20 mil casos de invalidez permanente

Nesta Semana Nacional do Trânsito, o Brasil enfrenta os números trágicos da violência nas ruas e rodovias no país e suas consequências na economia. Somente no primeiro semestre deste ano, os acidentes graves causaram um impacto econômico de cerca de 96 bilhões e 500 milhões de reais. O total equivale à perda de capacidade produtiva decorrente de 19.300 mortes e 20 mil casos de invalidez permanente.

Os cálculos são do Centro de Pesquisa e Economia do Seguro, da Escola Nacional de Seguros. O valor corresponde ao que seria gerado pelo trabalho das vítimas caso não tivessem se acidentado. Ou seja, os acidentes graves de trânsito retiraram quase 40 mil pessoas do mercado de trabalho e reduziram a capacidade produtiva do país. E isso apenas de janeiro a junho deste ano. O estudo foi feito com base nos indicadores do DPVAT, o seguro obrigatório contra acidentes de trânsito.

Uma das responsáveis pelo estudo da Escola Nacional de Seguros, a economista Natália Oliveira ressalta quem são essas vítimas:

"92 por cento dos acidentados estão na fase economicamente ativa, de 18 a 65 anos, e 75% são homens. (...) Quem está trabalhando no lugar dessas pessoas que estão saindo? Então é exatamente esse o impacto econômico. Só no primeiro semestre de 2018, são 217 pessoas retiradas dos seus trabalhos por dia."

Comparados com cálculos divulgados pela Organização Mundial de Saúde, a OMS, o prejuízo é ainda maior para o país com todos esses acidentes de trânsito, segundo Natália Oliveira:

"A OMS tem um estudo preliminar ao nosso, onde ela diz que um país perde em média 3% do seu PIB [Produto Interno Bruto] com acidentes de trânsito. E aí, sim, com saúde, engarrafamentos, socorristas, polícia... Isso daí é um custo que o país já tem em média de 3% do seu PIB. E o Brasil ainda perde [mais] 3% com a quantidade de mortes, que são essas pessoas que a gente está retirando da economia."

Os prejuízos são divididos pelos estados de maneira diferenciada, de acordo com Natália Oliveira:

"Os estados que mais perdem hoje São Paulo, Rio e Minas. Mas também devido ao grande volume populacional desses estados. Quando a gente compara em relação ao PIB, as regiões Norte e Nordeste perdem muito mais do que a região Sudeste."

Para tentar reverter esses números trágicos e os prejuízos bilionários, além da educação para um trânsito melhor, a economista Natália Oliveira tem outras sugestões:

"E a solução está muito próxima da realidade, a gente não precisa inventar a roda. É só fiscalizar e punir. (...) Não pode deixar essa sensação de impunidade no trânsito. As pessoas matam no trânsito e saem ilesas, sem nenhum processo, nada muito forte. Então a gente precisa mudar isso. A gente precisa fiscalizar melhor o trânsito e precisa punir."

A Semana Nacional do Trânsito tem atividades nas principais cidades do país, com palestras, seminários, eventos interativos nas principais avenidas, passeios ciclísticos com distribuição de cartilhas educativas e muito mais.

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