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O que pensa o governador eleito de Santa Catarina

26/11/2018

Nas últimas edições do Jornal O Monatran, divulgamos as propostas para o trânsito e a mobilidade de quatro candidatos ao cargo de chefe do executivo estadual de Santa Catarina para falar um pouco mais sobre suas propostas em prol do trânsito.

Na ocasião, cada candidato teve a oportunidade de falar o que pensa sobre sete assuntos de interesse da população.

Agora, que já temos definido o nome do futuro governador do Estado, decidimos repetir sua entrevista para que, todos os leitores do Jornal O Monatran unam suas forças conosco com objetivo de acompanhar bem de perto as ações do próximo administrador público, a fim de cobrarmos as ações prometidas em prol da mobilidade, bem estar e da segurança no trânsito.

1. A cada ano, tem aumentado o número de mortos e sequelados em decorrência de acidentes nas estradas do país. Quais são as suas propostas para a prevenção de acidentes nas estradas catarinenses?

Comandante Moisés:  Inicialmente cabe ressaltar que não há uma política no País que dê um tratamento adequado ao problema do trânsito, sendo que isso acaba por se reproduzir em todas as unidades federativas.

Conforme a doutrina nacional de Defesa Civil, o acidente de trânsito é um desastre antropogênico por somação de efeitos parciais, cuja característica é a repetição frequente. Considerando a extensão dos diversos tipos de malhas viárias e o consequente fracionamento do ente estatal responsável, o que se constata é que o tratamento está muito aquém do socialmente desejado. 

A solução do problema como um todo deve ser abordada ao menos em dois aspectos principais, o primeiro passa obrigatoriamente pela educação, onde a formação adequada das pessoas trará resultados a médio e longo prazos. O segundo pode ser dividido em duas partes, onde a primeira de caráter corretivo através da fiscalização e da utilização de campanha informativas. E a segunda através da adequação das estruturas viárias à necessidade de cada local.

2. O trânsito na Grande Florianópolis está à beira de entrar em colapso. Quais são suas propostas para a melhoria da mobilidade na região?

Comandante Moisés: Embora a Capital possa ser considerada uma vitrine por abrigar a sede do Governo Estadual, bem como os principais órgãos federais dentre outros, em termos de planejamento temos que considerar a totalidade dos 295 (duzentos e noventa e cinco) municípios catarinenses.

A rigor as cidades têm sido planejadas em função dos veículos, em especial os automóveis. As pessoas são relegadas a um segundo plano, pois cada vez mais áreas são destinadas a aberturas ne novas vias e mais áreas de estacionamentos. Onde estão as calçadas adequadas? As ciclovias seguras? Áreas de lazer seguras? Faixas exclusivas para o transporte público? Acostamentos seguros? Enfim, parece que o homem esquece dele próprio.

A solução, ou ao menos a melhoria da mobilidade nas cidades catarinenses, não só a Grande Florianópolis carece do envolvimento da União, Estado e dos municípios, pois tudo começa com educação, se formarmos melhores cidadãos, teremos mais educação, mais compreensão e consequentes soluções.

3. Qual sua opinião sobre a transformação do Detran-SC em uma autarquia? Dando mais autonomia para a entidade, visto que vários Estados do país já caminharam nesta direção.

Comandante Moisés: Para uma decisão neste nível devemos antes considerar: Porque manter a situação atual? Há necessidade de promover algum tipo de alteração estrutural ou jurídica? Quais as vantagens e desvantagens? Nos locais onde já houve esta transformação quais foram os resultados?

Assim, após um estudo profundo sobre o tema buscar-se-á fazer o que é melhor para Santa Catarina.

4. A tão sonhada conclusão da reforma da Ponte Hercílio Luz parece ser inevitável para o próximo governo. Se eleito, como o senhor pretende lidar com esta questão e quais são seus planos para a utilização da “nova” ligação?

Comandante Moisés: Dado ao estágio que se encontra a reforma da Ponte Hercílio Luz, que dura a mais de três décadas, seria leviandade do poder público estatal não finalizar a obra. No entanto, há de se considerar que a sua melhor integração a malha viária da Capital depende de uma série de obras. Acredito que possibilidades que devem ser consideradas são a exploração turística e o uso preferencial para o transporte público.

5. A falta de manutenção das pontes Colombo Sales e Pedro Ivo Campo tem preocupado os moradores da Grande Florianópolis, especialmente depois da tragédia ocorrida na Itália. Por outro lado, o DEINFRA parece não estar dando a devida atenção ao problema. Que resposta o senhor pretende dar à população com relação a este assunto?

Comandante Moisés: A única resposta cabível é a realização de uma avaliação completa do atual estado de conservação das duas estruturas, e a consequente aplicação das ações corretivas para solução dos problemas encontrados.

6. Apesar de ter a maior parte da sua área localizada na Ilha de Santa Catarina, nossa capital ainda não tem transporte marítimo. A cada novo governo uma nova promessa de implantação de um projeto adequado que, infelizmente, até hoje, ainda não saiu do papel. Perguntamos: O que o senhor pensa a respeito?

Comandante Moisés: A rigor, toda política de transporte tem sido baseada no transporte rodoviário. O transporte marítimo pode ser uma alternativa viável para atendimento do transporte público de algumas regiões não só da capital. O transporte deve ser encarado dentro de todos os modais disponíveis e de forma complementar e integrativa.

A necessidade de linhas de atendimento exclusivo para o aeroporto do tipo VLT, a ampliação de rodovias que circundem a ilha integralmente, a ampliação de ciclovias de forma a incentivar a redução do uso de veículos, a criação de pistas exclusivas para o transporte público urbano, entre outras são todas alternativas a serem consideradas.

7. Qual a importância de Organizações Não-Governamentais na luta por um trânsito mais humano e seguro?

Comandante Moisés: Devemos partir do princípio que existem coisas muito importantes para o governo fazer sozinho. Não raramente, instituições governamentais têm uma visão limitada dos problemas e consequentemente das soluções.

Uma Organização Não Governamental – ONG, via de regra nasce da vontade de ajudar a sociedade, não visando lucro financeiro. Essa junção de pessoas em torno de objetivos específicos trazem um complemento às ações governamentais, desta forma são essenciais para vida em sociedade.

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