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Governo do Estado retira projeto que previa a integração do transporte coletivo da Grande Florianópolis

20/11/2018

Há poucas semanas do término do mandato, o governador Eduardo Pinho Moreira decidiu retirar da Assembleia Legislativa o projeto de lei complementar 023/18, de 6 de agosto de 2018, que instituía a Região Metropolitana da Grande Florianópolis e criava a Superintendência de Desenvolvimento da Região Metropolitana.

O processo tramitava normalmente nas Comissões Técnicas e havia previsão de ir para o plenário ainda neste mês de novembro.

Entre as razões para retirada estaria "um certo exagero" no envolvimento da superintendência na proposta ao assumir o comando da concessão do transporte coletivo da região, de acordo com Pinho Moreira. Enquanto a Casa Civil justificou a decisão pela necessidade de revisão de “alguns detalhes do projeto em conjunto com os municípios”. Isso, no entanto, vai contra uma recente carta assinada pelas oito cidades envolvidas no projeto, mais Florianópolis, em apoio ao projeto, juntamente com entidades como a Fecomércio, Crea e OAB.

Nos bastidores, surgiram informações de que grupos empresariais do Paraná estavam com todo o esquema pronto para participar da licitação. Por fim, ainda foi desativada a Superintendência de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Florianópolis (Suderf) e demitido o chefe do órgão, Cássio Taniguchi (ex-prefeito de Curitiba/PR).

Para tentar correr atrás do prejuízo, os prefeitos de seis cidades da Grande Florianópolisdecidiram fazer um consórcio para contratar um transporte coletivo integrado. A ideia dos prefeitos é licitar o serviço.

Participaram do encontro os prefeitos Camilo Martins (Palhoça), Adeliana Dal Pont (São José), Ramon Wollinger (Biguaçu), Edésio Justen (Santo Amaro da Imperatriz), Ernei José Stahelin (São Pedro de Alcântara), Omero Prim (Águas Mornas).

De acordo com os prefeitos, o Estado será convidado a participar do projeto já que as linhas intermunicipais pertencem ao Deter. Além disso, os prefeitos pediram ao governo os estudos elaborados até o momento agora agilizar o processo. 

NOTA DO EDITOR: Embora a decisão represente um grande retrocesso quanto o futuro da mobilidade urbana da região, confessamos que nunca tivemos grandes expectativas com relação a este projeto. O Estado parecia não ter certeza do que fazia e não se deu nem ao trabalho de convidar entidades totalmente relacionadas com o tema como o próprio MONATRAN – Movimento Nacional de Educação no Trânsito para participar do processo. Todavia, lamentamos que a população continue refém das grandes filas e da falta de conexão entre as empresas de ônibus por tempo indeterminado.

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